A liderança comunitária Vera Lúcia na Associação dos Pequenos Agricultores do Engenho Ilha.

Em face do dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher), o mês de março é dedicado à visibilização da luta das mulheres por igualdade de direitos e pelo fim do machismo. Nesta edição do Boletim, o Fórum Suape celebra essa importante data com a história de duas mulheres atingidas pelo Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS). A história dessas mulheres representa a luta e a resistência de outras milhares de mulheres agricultoras, quilombolas, pescadoras e marisqueiras que resistem em seus territórios e que lutam pela reparação de seus direitos.

Vera Lúcia Domingos de Melo, 49 anos, é agricultora e presidenta da Associação dos Pequenos Agricultores do Engenho Ilha. Vera tem lutado diariamente pela regularização fundiária das terras do Engenho Ilha e pela permanência da comunidade no local. Também tem atuado fortemente contra os abusos e violências praticadas por representantes de SUAPE e pela reparação do direitos das famílias que já foram removidas à força dos Engenhos Jurissaca e Boa Vista 1, que há anos ainda aguardam uma indenização.

“Já travamos muitas batalhas contra SUAPE. Brigar contra o Estado não é brincadeira, mas nós unimos aos movimentos sociais e ao Fórum Suape e estamos guerreando até hoje”, disse a liderança.

Já Valéria Maria de Alcântara, 37 anos, é pescadora. Nasceu no Engenho Tiriri, numa família de agricultores e pescadores, e ao longo de sua vida viu muitos posseiros sendo expulsos por SUAPE. “Tem muita gente da mesma época do meu avô que foi retirada daqui à força, sem direito a nada, e hoje vive de aluguel, muitas vezes sem ajuda do auxílio que SUAPE tem que pagar. Isso causou um impacto muito grande na nossa comunidade, pois vejo meu povo hoje passando fome”, lamentou a jovem.

Valéria, que antes sustentava a família só com a pesca e agricultura, hoje precisa também fazer faxina para sustentar as duas filhas. “A pesca está horrível por conta das dragagens e da poluição. Não tem mais aratu, siri, marisco, caranguejo. SUAPE acha pouco e quer dragar ainda mais”, denunciou.

A DEFESA DO TERRITÓRIO SE TRANSFORMA NA DEFESA DA VIDA

A defesa do território não é apenas uma questão de respeito ao meio ambiente; ela tem a ver com a defesa de suas formas de vida, que têm profundas raízes na vida da terra e na vida da comunidade, nas quais ainda existem o cuidado mútuo e o valor do coletivo.

Para Vera, Valéria e tantas outras mulheres atingidas, o território onde elas estão inseridas não é apenas o espaço físico em que elas plantam, colhem, pescam e criam animais, entre outras atividades. Ele tem um significado mais profundo: é o lugar onde se dão as relações humanas, a relação com o entorno, e o que as possibilitam de ter uma vida digna junto com suas famílias.

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